O Restaurante Dom Leitão orgulha-se de já ter recebido tão distintas figuras, como foram na área do futebol o Rui Águas e Artur Correia. Homens com H maiúsculo que temos muito gosto em ter no nosso convívio.
Rui Águas – Facebook
José Rui Lopes Águas (Lisboa, 28 de Abril de 1960) é um antigo jogador de futebol e treinador. Em Portugal, destacou-se ao serviço do Portimonense, Benfica, FC Porto, Amadora, tendo ainda jogado em Itália, pelo Reggiana. Foi também internacional em 31 jogos pela selecção portuguesa (Selecção A). Foi treinador do Estoril Praia e Vitória de Setúbal.
Complementando esta galeria de honra e no realce que merecidamente damos ao homem e amigo Rui Águas, sublinhamos os laços familiares do Rui Águas com várias outras figuras públicas. Filho de José Águas, Primo de Raúl Águas, irmão de Lena d’ Água.
Artur Correia
Defesa direito conhecido por “ruço”, começou a jogar nos Juvenis do Futebol Benfica como avançado, mas um ano depois já estava nos Juniores do Benfica, onde começou por jogar no meio-campo, tendo sido Campeão Nacional na época de 1967/68.
Na temporada seguinte seguiu para a Académica, apesar de Otto Glória o ter escolhido para ficar no plantel do Benfica, mas sonhava ser médico. A sua opção viria a revelar-se acertada, não pelos estudos, mas porque em Coimbra teve a oportunidade de jogar regularmente, transformando-se num lateral direito muito prometedor, revelando toda a sua raça de jogador muito aguerrido e destemido, embora por vezes algo duro e temperamental.
Depois de três épocas na Académica regressou ao Benfica, onde viveu os melhores anos da sua carreira, conquistando cinco Campeonatos Nacionais e uma Taça de Portugal, e chegando à Selecção A que representou por 35 vezes, nas quais marcou 1 golo.
Na sua última época ao serviço do Benfica, sofreu uma pleurisia que pôs em risco a sua carreira. Conseguiu recuperar mas perante a hesitação dos dirigentes benfiquistas em renovar-lhe o contrato, aceitou a proposta de João Rocha para se transferir para o Sporting na temporada de 1977/78, assinando então um contrato por três épocas.
Tinha 27 anos e estava no auge da sua carreira quando chegou a Alvalade, pelo que naturalmente entrou logo na equipa, tornando-se titular indiscutível e contribuindo para a conquista de uma Taça de Portugal e de um Campeonato, durante as três temporadas que representou o Sporting, nas quais participou em 83 jogos.
Em Abril de 1979 teve uma primeira experiência nos Estados Unidos, para onde partiu juntamente com Keita, regressando no inicio da temporada seguinte, para depois voltar ao Tea Men em Fevereiro de 1980, quando o Sporting se preparava para arrancar para o titulo dessa época.
Saiu deixando algumas criticas à organização do futebol do Sporting, que não caíram muito bem em Alvalade, e quando se preparava para voltar, sofreu um acidente cardiovascular que colocou a sua vida em perigo. Recuperou para a vida, mas o futebol acabou ali, quando ainda só tinha 30 anos de idade.
A 3 de Junho de 1981 realizou-se no Estádio José Alvalade um jogo amigável, entre Sporting e Benfica, que terminou empatado 1-1, e que serviu para homenagear Artur.
Nesse mesmo ano, Artur foi agraciado, pelo então Presidente da República, General Ramalho Eanes, com a “Ordem do Infante”.
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